O ato de filiação do prefeito de Gravatá, Joselito Gomes, ao PSD da governadora Raquel Lyra, ao lado da esposa, primeira-dama, secretária de Obras e pré-candidata a deputada estadual, Viviane Facundes, revelou mais fragilidade do que força política.
O discurso do prefeito foi considerado fraco e vazio, com críticas indiretas a vereadores e sem apresentar propostas concretas para o município.
A baixa presença no palanque chamou atenção: apenas dois prefeitos da região e, dos 17 vereadores de Gravatá, somente três estiveram presentes, sendo que dois sequer acompanham o projeto político do prefeito em lançar sua esposa como pré-candidata a deputada estadual.
Nos bastidores, o evento também foi marcado pela ausência de lideranças empresariais e representantes da sociedade civil, onde se viu um ato sustentado mais por cargos comissionados e dependência da máquina pública do que por apoio espontâneo.
A filiação ainda reforça o histórico de instabilidade: Joselito foi eleito em 2020 pelo PSB, rompeu com sua base em 2022, se filiou ao Avante com apoio de Sebastião Oliveira com o aval dos irmãos André e Anderson Ferreira, e agora abandona novamente aliados, repetindo o roteiro de rupturas.
O movimento, que deveria simbolizar crescimento político, acaba reforçando uma marca negativa: a de um gestor que troca de partido como quem troca de estratégia, sempre deixando para trás aqueles que ajudaram a construir seu caminho.
No fim, a filiação ao PSD não parece representar força, mas sim tentativa de sobrevivência política, em um cenário cada vez mais evidente de desgaste, isolamento e traições.
