José Justino Carreiro de Miranda, que era descendente de Português, agricultor e criador de gado, ficou sabendo de uma Fazenda, que estava abandonada por seus primitivos povoadores, e ficava localizada nas proximidades da Caatinga Vermelha, à margem do mais central caminho das boiadas de Pernambuco. Rapidamente, Justino efetivou a compra no Recife, das terras.

Com a ajuda de João Félix Justiniano Carreiro de Miranda, seu filho mais velho, José Justino construiu casa-grande, casas para agregados, senzala, curral e tudo mais necessário ao funcionamento de uma grande fazenda de criação e plantio, em local onde outros povoadores haviam fracassado.

A recém fazenda, adquirida por José Justino Carreiro de Miranda, já recepcionava e hospedava viajantes, que iam comercializar o açúcar e a carne bovina, vindos do Recife através de embarcações até o interior.

O transporte das mercadorias aconteciam pelo rio Ipojuca, e como a navegação era difícil, os comerciantes eram obrigados a fazer paradas estratégicas para evitar também que o gado perdesse peso.

Dai, os viajantes denominaram Crauatá, como nome do local, bastante conhecido como um dos pontos do “caminho das boiadas”. Crauatá, denominação, que deriva do tupi Karawatã (“mato que fura”), por conta da predominância de uma planta do gênero da família das bromélias, também chamada caraguatá, caroatá, caroá e gravatá.

José Justino deu à sua fazenda a mesma denominação pela qual o lugar já era conhecido, que variava entre Crauatá, Crauá, Croatá, Carauatá, Caraguatá e Gravatá. Pela preferência popular, ficou mais conhecido como Fazenda do
Gravatá
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