O clima político na Câmara Municipal de Gravatá subiu de tom nesta terça-feira (17/03) durante a 1ª reunião extraordinária do ano. A sessão, que tinha como objetivo único a oitiva da Secretária de Obras e Serviços Públicos e primeira-dama, Viviane Facundes, foi marcada pela ausência da convocada e por críticas severas da bancada parlamentar.
A sessão foi aberta oficialmente às 10h12 pelo presidente da Casa, vereador Léo do Ar, que confirmou a presença do quórum mínimo necessário para o início dos trabalhos. Estiveram presentes os vereadores, Rafael Prequé, Ninha Professora, Aldo Lamassa, Ricardo Malta, Maria Vilar e Silmara Enfermeira.
Logo nos primeiros minutos, a ausência de Viviane Facundes foi notada, uma vez que a secretária havia sido convocada para ocupar o assento à direita da presidência.

Durante os procedimentos iniciais, o presidente registrou a presença do ex-vereador Bruno Sales, convidando-o formalmente para compor o plenário.
Questionada em plenário, a mesa diretora informou que, até as 10h14, não havia sido protocolado nenhum documento ou justificativa oficial explicando o motivo da falta.

Durante a sessão, o presidente Léo do Ar concedeu um prazo de tolerância de 20 minutos, registrado em ata, na expectativa de que a secretária comparecesse ao compromisso.
Após o termino da sessão, informalmente, os vereadores tomaram conhecimento de que a secretária teria agendado um dia antes da sessão, a assinatura de uma ordem de serviço para o mesmo horário da reunião extraordinária, aumentando ainda mais a indignação dos vereadores.


Para os parlamentares presentes, a atitude foi interpretada como uma tentativa de “manobra” para evitar os questionamentos da Casa, especialmente após a própria secretária ter confirmado sua presença em entrevista a um meio de comunicação local. No entanto, nenhuma justificativa teria sido enviada à Casa Legislativa.
Próximos Passos






Os vereadores classificaram a ausência como um “desrespeito” à instituição e à população de Gravatá. Diante do não comparecimento após o tempo de tolerância, o presidente da Câmara afirmou que serão adotados os procedimentos jurídicos e regimentais cabíveis contra a secretária.
