Um pontilhão que cai…

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Amigos eu não ia comentar a retirada do pontilhão, porém, os argumentos utilizados de que foi para melhorar o trânsito, merecem reflexão.

Quando um gestor derruba um bem tombado pelo patrimônio público com a sustentação de que vai ajudar na mobilidade urbana e melhorar o fluxo de tráfego nas áreas adjacentes,demonstra o viés da visão administrativa que está em jogo, nesse caso, a de privilegiar o automóvel, no lugar do pedestre e de medidas alternativas com transporte não poluente, como por exemplo bicicletas, deixando claro que continua com os objetivos dos planejadores do século passado, onde o carro é o elemento mais importante das artérias da cidade, em detrimento de calçadões, ciclovias, etc.

Em segundo lugar, ao retirar o Pontilhão e lançar todos os veículos em direção a rua Vereador Elias Torres será necessário colocar um sinal no cruzamento em foco, represando o trânsito que vem do Bonanza e da rua Sete e das outras periféricas, provocando mais engarrafamentos nas proximidades da Câmara Municipal e também na rua Cleto Campelo. Portanto, teremos mais engarrafamentos na área e isso vou provar quando começar a circulação, pois o sinal tanto vai segurar os carros que descem da Amaury de Medeiros, impedindo os que vão subir pela mesma via e dificultar a circulação na altura da padaria de Jairo. Não esqueçam de que teremos caminhões parados na altura do antigo pontihão esperando o sinal abrir para poder seguir para o centro ou para a perimetral.

Em terceiro lugar a decisão da retirada do Pontilhão beneficia diretamente alguns proprietários de imóveis de luxo nas redondezas a exemplo dos veranistas e moradores do Villa Hípica e de muitos outros privês que existem nas proximidades, para a população de baixa renda não influi e nem contribui porque esta anda a pé na maioria das vezes e é maioria absoluta.

Por último, se a prefeitura quisesse de fato eliminar os problemas do trânsito insistiria na ideia do projeto de construção de uma nova ponte do lado da Ponte Preta, sem precisar retirar o Pontilhão, para permitir que todos os carros que descessem pela Amaury de Medeiros ou pela rua Sete pegariam esta nova rota, desembocando direto na perimetral sem precisar engarrafar o centro ou passar por debaixo do Pontilhão. Isso sim seria um projeto voltado para a mobilidade urbana daquele trecho e que por sinal foi lançado pelo pai do atual gestor, Sebastião Martiniano, que já iniciava estudos para localizar o melhor local para uma nova ponte e dos quais participei ativamente.

Portanto, carece de embasamento técnico o argumento de que a derrubada do Pontilhão é para melhorar o trânsito. Não vai melhorar!

Para concluir, no que diz respeito à questão do patrimônio público, essa eu nem discuto mais, depois da praça da Matriz, de belos casarios, da Praça do Sapo, da Lavanderia e de tantos outros bens materiais, somados a centenas de outros imateriais que foram relegados a segundo plano, não há muito o que conjecturar, até porque não temos justiça para casos dessa natureza, não só aqui, mas em qualquer outro lugar desse país chamado Brasil reconhecidamente formado por uma população que não sabe a diferença entre cultura e aculturação.



Direto da Redação: Tomaz de Aquino

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