Santa Cruz x Salgueiro: uma final de Pernambucano ideal para consagrar um herói

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É o jogo decisivo de uma final histórica, no maior palco do futebol local. Frente a frente, a tradição centenária do Santa Cruz e o Salgueiro, um time que, em dez anos, conquistou o posto de principal força do interior pernambucano. Times baseados na força coletiva, que não cogitam a possibilidade de deixar escapar um título tão próximo – e que no início do Campeonato Pernambucano parecia distante. Um duelo cercado de apreensão, propício para coroar, como heróis, atletas que pouco brilharam sob os holofotes.

Em um campeonato de nível técnico bastante contestado, apontar um possível herói não é tarefa fácil. Até porque, diferentemente de outros anos, não houve na atual edição do Estadual um jogador que se sobressaísse diante dos demais. Os dois finalistas são exemplos disso. Elencos de improváveis candidatos a ídolos. A começar pelo gol.

Fred e Luciano são hoje bem maiores do que foram ontem. O primeiro, após três temporadas, conseguiu sair da sombra de Tiago Cardoso. E porque Bruno, contratado para ser o titular, exagerou nas falhas. O segundo esperou 10 anos no Salgueiro para ser valorizado. Vivendo o auge da carreira, foi eleito o melhor camisa 1 do Estadual.

A lista das apostas não unânimes segue. Qual torcedor coral colocaria as suas fichas no atacante Betinho? Apesar de ser o artilheiro, o jogador ainda é olhado com desconfiança pela torcida. A seu favor, além dos cinco gols marcados, o fato de já ter vivido a experiência de ser aclamado herói de um título: o da Copa do Brasil, de 2012, pelo Palmeiras.

No Salgueiro, uma das esperanças recai sobre um jogador que praticamente havia pendurado as chuteiras. Porém, aos 35 anos, e após uma temporada inteira sem atuar, o meia Lúcio se tornou um dos pilares surpreendentes deste surpreendente Salgueiro. Currículo com passagens por grandes clubes, como Palmeiras, São Paulo e Grêmio, que pode ajudar.

A lista dos improváveis redentores continua. Regular em todo campeonato, falta ao meia João Paulo, pelo lado do Santa, “a” grande atuação. Após perder um pênalti no jogo de ida, Rogério Paraíba pode se redimir pelo Salgueiro? Seria esse o seu destino?

O fato é que, numa edição do Estadual na qual o espírito coletivo se sobressaiu mais do que nunca, é hora do brilho individual. É o último jogo. A final. Vale o título. E uma grande conquista precisa de heróis.



Direto da Redação: Superesportes
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