Doença ameaça fertilidade feminina

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(Post atualizado em: 12 de julho de 2015)

Cólicas e sangramento excessivo na menstruação podem ser alertas de perigo à saúde. Além da conhecida endometriose, mulheres precisam ter cuidado com a adenomiose. A patologia atinge cerca de 15% das com mais de 35 anos, segundo a Sociedade de Endometriose e Patologia Uterina. Se não for cuidada logo, ela pode provocar até a infertilidade.

A adenomiose é caracterizada pela presença de uma das camadas finas do útero (endométrio) dentro da mais grossa (miométrio). Especialista em reprodução feminina da Insemine, João Sabino diz que o mal é a “doença da moda”, por estar relacionado à gravidez tardia, já que muitas priorizam o mercado de trabalho antes da maternidade.

Apesar de os cientistas ainda não conhecerem as causas da doença, Sabino crê em um fator genético. “Essa doença pode dificultar a gravidez ou provocar até mesmo a infertilidade, porque o embrião tem dificuldade de se fixar no útero”, explica o especialista.

Segundo ele, quanto mais as mulheres esperarem para engravidar, mais riscos têm de contrair a doença. “Por consequência, elas ainda poderiam se tornar inférteis”, explica o professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Aos primeiros sintomas, o ideal é procurar um ginecologista. O diagnóstico pode ser feito por ultrassonografia ou ressonância magnética. Mas, se a doença for descoberta tarde, a mulher corre o risco de ter que tirar o útero, para aliviar as dores. “Esses casos são os mais comuns, porque as pacientes e alguns médicos ainda não têm informações sobre a doença. Se a patologia for detectada logo, é possível tratá-la por meio de hormônios”, ressalta o especialista.

Endometriose: diferenças e semelhanças

É preciso cuidado para não confundir os sintomas da adenomiose com os da endometriose: as duas são caracterizadas por cólicas menstruais fortes e sangramentos. Além disso, a endometriose também dificulta a gravidez: é a principal causa de infertilidade feminina no Brasil, diz o especialista João Sabino.

Apesar de as duas deslocarem o endométrio, apenas na endometriose ele pode se espalhar por outros órgãos, como bexiga, trompas e ovários. Essa doença pode também provocar dores nas relações sexuais e na região pélvica. Sabino sugere que as mulheres procurem logo um ginecologista, que indicará um exame de laparoscopia. “A endometriose pode ser tratada por meio de medicamentos, com o hormônio progesterona. Em casos mais graves, às vezes é necessário fazer uma cirurgia para retirar os pontos da doença nos outros órgãos. Mas sem a necessidade de retirar o útero”, diz o especialista.


Do O DIA

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